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Minuto Consegi - Balanço do evento
17/05/2011
O Consegi terminou na última sexta-feira, 13, consagrando-se de vez como um dos grandes eventos de software livre e governo eletrônico na agenda internacional.
Ao todo, foram 5.513 inscritos e cerca de 3 mil participantes presenciais. Entre eles, 811 caravaneiros vindos de seis estados brasileiros. Entre as atividades, cerca de duas mil vagas em 70 minicursos ministrados por especialistas de destaque nacional e internacional, 100 palestras e sete eventos paralelos.
Veja a opinião do diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazoni, a respeito do IV Consegi:
Assista também a opinião da coordenadora geral do evento, Ana Amorim, a respeito das atividades desenvolvidas este ano.
O Consegi 2011 em números
- 5.513 mil inscritos
- 811 caravaneiros de 6 estados brasileiros
- Representantes de 14 países: Bolívia, Espanha, Canadá, Itália, São Tomé e Príncipe, Cuba,
- Paraguai, Inglaterra, EUA, Alemanha, Equador, Chile, Japão, Argentina.
- 100 palestras
- 70 oficinas
- 7 eventos paralelos
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Os benefícios dos dados abertos no dia-a-dia
17/05/2011
Ir a um restaurante e consultar via internet móvel se o estabelecimento atende as condições necessárias de higiene ou se a comida servida é de boa qualidade via foursquare. Denunciar através de um site quando alguém ocupa irregularmente a vaga destinada a deficientes num estacionamento ou ter acesso ao orçamento de sua cidade, podendo debater sobre seu uso num grupo do google. Os exemplos acima não são apenas boas ideias para o futuro, e sim alguns exemplos práticos de uso de dados abertos no dia a dia.
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Compromisso, qualidade e comunidade - tripé para o sucesso do open data
13/05/2011
Nos últimos 3 anos, noventa e sete iniciativas mundiais de open data levam informações interoperáveis para a sociedade. A maioria está centrada na Europa e Estados Unidos.
“Na Espanha, temos 14 iniciativas com o compromisso de centrar os dados que possam agregar valor ao cidadão. Porém, disponibilizar os dados não basta. É necessário ‘educar’ o cidadão de como obter a informação e aprimorá-la com outra, para obter o que deseja. Essa forma transparente e compromissada de ofertar os dados é a maneira mais eficiente de atingir o efeito multiplicador que é o objetiov maior do open data”, explica Carlos de la Fuente, diretor da área de serviços tecnológicos do CTIC Centro Tecnológico, nas Astúrias. -
O passo-a-passo da publicação de dados vinculados
13/05/2011
Ensinar uma metodologia para se publicar dados vinculados foi o objetivo principal da palestra dada por Bóris Villazón, pesquisador do Departamento de Engenharia Ontológica da Universidade Politécnica de Madrid, no Consegi.

Bóris Villazón veio da Espanha, país focal do Consegi neste ano
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Por que jogar nos faz felizes?
13/05/2011
Essa é uma das questões que pode ser objeto de pesquisa da Websciense, tema que foi abordado na palestra de Geraldo Xexéo, ontem no Consegi.
Uma pesquisadora concluiu que, em linhas gerais, jogos como farmville nos fazem felizes porque são atividades com aparência de produtividade que têm objetos visíveis, combinação capaz de nos deixar satisfeitos. A pesquisa situa-se no novíssimo campo da webscience, área que se distingue da engenharia de computação por abordar o objeto web não só no aspecto técnico mas também sociológico: além de aspectos de construção dessa tecnologia, analisa-se como ela interage com a sociedade.“A ideia da webscience é fazer uma cosmologia da web: qual sua origem, evolução e estrutura”
E por que a web poderia ser alçada a um campo autônomo de pesquisa? Geraldo Xexéo responde que a web operou mudanças profundas no mundo e permite diversos pontos de vista: “eu vejo a web como um objeto da computação, porque tenho um olhar impregnado pela área na qual fui formado. Diferente da perspectiva com que um sociólogo, antropólogo ou economista analisaria esse objeto, a web, que vai ficando mais interessante quando posso ter visão agregada de todas essas facetas”, exemplificou .
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Fundação chilena dá exemplo de como os civis podem aproveitar os dados abertos
13/05/2011
Combate à corrupção e acesso a detalhes úteis para a vida domeśtica. Esses são alguns dos benefícios das plataformas desenvolvidas pela Fundação Cidadão Inteligente para a população do Chile. “Criamos aplicativos onde as pessoas podem buscar dados abertos que vão desde perfis de parlamentares a utilidades como qual é a melhor escola ou qual é a rua com menos assalto em determinado bairro”, exemplificou o gerente da Fundação, Juan José Soto. “Isso é uma maneira de difundir as opiniões e eliminar as assimetrias que existem em relação ao acesso a informações no país”, completou.

Juan José Soto, gerente da Fundação Cidadão Inteligente
E para que uma plataforma de cruzamento e disseminação de dados funcione, Juan José reforçou um aspecto que é essencial. “Ter dados abertos é o primeiro passo. Se não tivermos isso, não podemos seguir o percurso”, destacou Juan, que falou mais sobre a relação entre governo e civis. “O Estado tem obrigação de prestar conta de suas ações, os dados governamentais são do cidadão”, lembrou.
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THackday no Consegi 2011
12/05/2011
Os primeiros resultados práticos do encontro hacker nacional que acontece no IV Congresso Internacional Governo Eletrônico e Software Livre (Consegi) já começam a tomar corpo. Reunidos em Brasília para o Consegi, a comunidade hacker está finalizando aplicativos que prometem contribuir para fiscalização cidadã de gastos e atos públicos.

THackday começou ontem no Consegi e segue até o final do evento, amanhã.
O primeiro projeto “Otoridades – você sabe com quem está falando?”, com previsão para entrar no ar dia 13, sexta-feira. No site, cidadãos poderão denunciar abusos de autoridade em todas as esferas de governo. Compilados, os dados serão objeto de orientação e discussão pública, com espaço para que os denunciados se retratem.
“Pretendemos criar uma plataforma onde as pessoas possam conhecer os casos de abuso de autoridade e onde eles ocorrem. Com isso, queremos orientar a população sobre esse aspecto problemático de nossa cultura política para que possam saber a que meios legais podem recorrer”, explica Luciano Santa-Brigida, um dos responsáveis pelo projeto, que veio de Belém para o encontro hacker em Brasília.
Liberdade de produção
A metodologia do encontro é milimetricamente desorganizada, “caótica”, na definição de Pedro Markun, um dos fundadores do movimento “Transparência Hacker”. Em círculos, os hackers trabalham desenvolvendo aplicativos com dados e informações públicas que possam ajudar o cidadão na hora de se informar, fiscalizar ou participar do processo político.
Os grupos hacker se dividem na produção de diferentes projetos, mas cada programador trabalha do seu jeito e na hora em que deseja. “Esse pessoal é fantástico, trabalham bastante e tem muita energia e tudo isso para produzir melhorias para sociedade. É muito bom estar aqui”, disse o ciberativista inglês Rufus Pollok, um dos fundadores da Open Knowledge Foundation que veio para o Consegi 2011.
O projeto “O Jogo da Vida do Processo Legislativo” conta, além de programadores, com dois advogados. A missão é traçar as diferenças entre o processo legislativo real e o ideal, criando, com auxílio de ferramentais digitais, padrões que permitam ao cidadão entender com clareza como funciona a tramitação das matérias no Congresso. “Fazendo essa sistematização esperamos deixar claro porque há projetos que são aprovados tão rapidamente enquanto outros demoram anos. A ideia é mostrar saídas eficientes para resolver problemas em torno desses projetos”, explica o advogado Tiago Cardieri.
Trabalho colaborativo
Em menos de três dias de encontro, os hackers se dividiram em mais de 10 projetos. Se em alguns o objetivo é constranger as autoridades, em outros a intenção é colaborar. No encontro, um grupo de hackers ajuda o Ministério da Justiça a compilar e organizar imagens de mais de 500 mil de projetos legislativos brasileiros, alguns redigidos há mais de 70 anos.
“São dados públicos, abertos a qualquer cidadão, que estavam desorganizados no Ministério da Justiça e que foram disponibilizados para serem trabalhados pela comunidade”, explica Ricardo Poppi, que trabalha na Presidência da República. Para Fabrício Zuardi, um dos desenvolvedores responsáveis pelo projeto trata-se de uma excelente oportunidade para ajudar o país fazendo o que gosta. “Não é todo dia que temos acesso a algo tão grande e importante para história do país. Esperamos produzir resultados interessantes”, conta.
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Marcelo Branco concedeu entrevista à Tv Serpro
12/05/2011
Marcelo Branco é ativista pela liberdade da Internet. Ele é um dos destaques do Consegi 2011.
Ele esteve no estúdio da Tv Serpro, montado no evento, para conceder a entrevista abaixo. Veja.
Clique aqui para ver este vídeo na Tv Serpro.
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Desconferência de Multimídia e Design Livre acontecerá amanhã no Consegi
12/05/2011
O espaço de desconferência está acontecendo desde ontem no Consegi. Muitas atividades já foram realizadas na sala, cujo objetivo é dar voz a todos os que tiverem assuntos relevantes a discutir. Quem tem um assunto interessante, relacionado ao universo de temas do evento, basta ir à sala e reservar um horário na grade.
Quem já reservou horário, foi o pessoal de Multimídia e Design Livre, que debaterá os temas durante 3 horas, na tarde de amanhã, começando às 14h.
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“O que importa não é a foto, é o filme”
Muito já se falou sobre a necessidade de transformar grandes volumes de dados da web em informações acessíveis e relevantes para as pessoas. Mas que tal fazer isso em tempo real?
“Cada vez mais a sociedade percebe as potencialidades de uso da internet. O desafio agora é passar da era da máquina fotográfica para a era do filme”, destacou o professor da UFMG Wagner Meira, para a plateia que lotou a palestra sobre o Observatório da Web, um projeto do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para a Web – InWeb, realizada na manhã de hoje no Consegi.
“Olhar a internet como um filme e não como uma foto significa entender que infinitos dados circulam pela web a todo momento, de maneira dinâmica e mutável. E para conseguir captar essa realidade, é necessário entender, capturar, analisar e apresentar as múltiplas informações em tempo real para a sociedade”, esclareceu o professor.
Livres e abertos
Durante a palestra, o professor aproveitou para mostrar as experiências que o Observatório já desenvolveu e fez uma pergunta retórica: “onde entram software livre e dados abertos no meio de tudo isso?”.
Ele respondeu: “tudo aqui foi construído com ferramentas em software livre. E utilizamos dados coletados de redes sociais, das mídias de comunicação e de outros ambientes abertos da internet”, explicou. “É a existência de dados abertos que permitem que a proposta do Observatório funcione”, enfatizou o professor.
O acadêmico fez ainda questão de ressaltar que as possibilidades de uso de mineração de dados em tempo real, tanto pelo público como por estudiosos, são enormes. “Essa é a proposta do Observatório da Web, mas o trabalho é tão gigante que um grupo não vai conseguir realizá-lo. sozinho. Estamos diante de uma grande oportunidade de atuação”, destacou o professor.
E o público aprovou a proposta: “é um novo jeito de perceber como as informações são transmitidas pela internet e como podemos usar isso. Tudo é muito rápido na web e conseguir analisar as informações com rapidez é muito interessante”, comentou o caravaneiro Sandro Miccoli, do curso de Sistemas de Informação da UFMG. “E sem contar que o Observatório faz isso com gráficos, cores, um visual fácil de entender”, acrescentou o estudante.
Acesse o www.observatorio.inweb.org.br e conheça as três versões já construídas no projeto: o Observatório da Dengue, o Observatório das Eleições 2010 e o da Copa do Mundo de Futebol 2010.
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