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Fundação chilena dá exemplo de como os civis podem aproveitar os dados abertos
13/05/2011
Combate à corrupção e acesso a detalhes úteis para a vida domeśtica. Esses são alguns dos benefícios das plataformas desenvolvidas pela Fundação Cidadão Inteligente para a população do Chile. “Criamos aplicativos onde as pessoas podem buscar dados abertos que vão desde perfis de parlamentares a utilidades como qual é a melhor escola ou qual é a rua com menos assalto em determinado bairro”, exemplificou o gerente da Fundação, Juan José Soto. “Isso é uma maneira de difundir as opiniões e eliminar as assimetrias que existem em relação ao acesso a informações no país”, completou.

Juan José Soto, gerente da Fundação Cidadão Inteligente
E para que uma plataforma de cruzamento e disseminação de dados funcione, Juan José reforçou um aspecto que é essencial. “Ter dados abertos é o primeiro passo. Se não tivermos isso, não podemos seguir o percurso”, destacou Juan, que falou mais sobre a relação entre governo e civis. “O Estado tem obrigação de prestar conta de suas ações, os dados governamentais são do cidadão”, lembrou.
Lei de acesso à informação
Mais de noventa nações têm lei de acesso à informação pública, e uma delas é o Chile. Ainda para Juan, a aprovação dessa lei foi um avanço para seu país, que desde 2008, adotou a Lei de Transparência da Função Pública e de Acesso à Informação da Administração do Estado, que define obrigações, procedimentos e prazos para a divulgação de informações governamentais no país. “Essa legislação teve uma recepção muito boa. A população tem buscado os dados abertos com frequência”, contou ele.
Juventude participativa
Questionado pela plateia sobre quem são as pessoas que acessam a internet em seu país, Juan constatou: “assim como em outros países, as pessoas que têm acesso à internet são ainda a elite. Mas esse grupo privilegiado pode sim ajudar a diminuir a desigualdade social no Chile”, acrescentou. “Muitos, por exemplo, são jovens que usam as mídias sociais, os aplicativos desenvolvidos pela Fundação, propagam informações, questionam e fiscalizam as atitudes do governo, das empresas privadas e de outras entidades”, concluiu ele.Para conhecer as plataformas - todas com códigos abertos - criadas pela Fundação, basta acessar o www.ciudadanointeligente.cl.
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